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Josemar Souza, estagiário de Psicologia, é monitor de André na sala de aula
Mirthyani
Bezerra, da Folha de Pernambuco/ foto - Nathália Bormann/Folha de Pernambuco
Há
sete anos, a pedagoga Maria da Conceição Viana de Godês, 36 anos, descobriu que
estava grávida. Ela tinha acabado de sair de um relacionamento e decidiu
assumir sozinha a responsabilidade de criar uma criança. “Ele nasceu no dia 14
de julho de 2005 e foi uma alegria para toda a família”, conta. Tudo corria bem
com o desenvolvimento de Pedro Henrique Viana de Godês, hoje com 7 anos, que
aos sete meses e meio, segundo sua genitora, já conseguia chamar “mamãe”.
Aos
três anos, no entanto, Pedro começou a apresentar um comportamento diferente
das crianças da sua idade: não gostava de brincar com os colegas da escola;
possuía um diálogo pobre, muitas vezes monossilábico; apresentava
hiperatividade, dentre outras questões. “A professora na escolinha foi quem percebeu
e me comunicou. O levei ao psicólogo, que o encaminhou a um psiquiatra. No
começo, foi bem difícil, porque eu não queria aceitar que meu filho tinha um
problema”, desabafa.
Pedro
foi diagnosticado com espectros autistas, ou seja, ele possui traços leves do
autismo. “Foi uma luta muito grande. Precisei contar com a ajuda da minha
família para conseguir dar a Pedro o acompanhamento adequado, porque se fosse
depender da rede pública eu que não conseguiria”, conta.
Mães
como Conceição precisam lutar todos os dias para que os filhos consigam superar
as barreiras impostas pela doença. A força para enfrentar o problema, segundo
a presidente da Associação de Pais e Famílias para o Bem-estar e Tratamento da
Pessoa com Autismo (Afeto), Maria Ângela Dantas Lira, começa com a aceitação.
“Esse
é o primeiro passo para superar a dor do diagnóstico, que é ‘café pequeno’,
comparado aos desafios que precisamos enfrentar. Os pais devem saber que não
estão sozinhos e que muita gente como eles passa pelo desafio de criar um filho
com autismo”, comenta.
Com
o intuito de partilhar experiências e informações sobre tratamento, médicos
especializados, entre outras questões, que, em 2005, pais com crianças com
autismo se uniram e formaram a Afeto. A entidade se inspira no trabalho da
Associação de Amigos do Autista (AMA), em São Paulo.
A
veterinária Suzana Mesquita, 47 anos, visitou a AMA meses depois de descobrir
que o filho tinha autismo, no final da década de 1990, e encontrou nos casos
exitosos vistos na associação forças para seguir em frente. “Vi coisas
maravilhosas lá, crianças tendo as suas capacidades cognitivas estimuladas. Mas
vi muitos casos graves também de adultos que, no geral, nunca tinham passado
por nenhum tipo de tratamento. Foi muito triste. Tive medo de que meu filho se
tornasse um deles”, revela.
Segundo
o psiquiatra e psicanalista José Roberto Correia, quanto mais cedo o
diagnóstico é feito, melhores são as chances de a pessoa com autismo
desenvolver ao máximo suas capacidades. “Na criança, as coisas são muito
móveis. Mas, na medida em que essas coisas não acontecem fica mais difícil
serem desenvolvidas depois”, conta.
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Autismo: luta para superar barreiras
Postado por
Blog Lagoa Grande Noticia
às
08:55:00
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