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Com os reservatórios no limite, o abastecimento d´água está
comprometido até mesmo nas grandes barragens, Os representantes do DNOCS,
IDEPI, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Chesf analisam a abertura das
comportas das barragens para perenizar os rios secos e abastecer pequenas
barragens para aumentar a oferta de água, principalmente no semiárido. A
preocupação das autoridades é ter uma água de péssima qualidade e afetar ainda
mais o consumo humano. 90% dos municípios (200 dos 224) decretaram estado de
emergência e aguardam reconhecimento da situação pelo Governo.
Segundo informações
da Defesa Civil e DNOCS, a água tipo 1 é para abastecimento humano, a água tipo
2 é para consumo animal. Boa parte dos reservatórios já está comprometida e a
água é do tipo 2 e tipo 3, que só serviria para irrigação. Mesmo assim, as
pessoas disputam água com os animais. O maior reservatório d´água do Piauí é a
barragem de Boa Esperança e está com 21,6% da capacidade de reserva. É
considerado um dos níveis mais baixos em 80 anos. As comportas da barragem são
controladas pela CHESF.
Os reservatórios da
região estão em estado de alerta. O volume de chuva que tem caído nas
principais bacias da região é o pior dos últimos 83 anos, o que tem dificultado
a recuperação dos reservatórios. A grande maioria dos açudes localizados no
sertão está com 30% da sua capacidade, por conta da falta de chuva.
O quadro é de desolação
no semiárido, que enfrenta uma das piores secas dos últimos anos, desde a
dificuldade de água para beber à destruição de plantações e perda de animais.
São 178 municípios reconhecidamente em estado de emergência.
No Piauí, são 178
os municípios que vivenciam problemas já expressos em alguns números da
secretaria estadual de Defesa Civil. Mas 200 prefeitos decretaram estado de
emergência e aguardam o reconhecimento da situação.
Os criadores estão
se desfazendo dos seus animais porque falta ração, falta capim, falta alimento
e de água, devido a estiagem. Mas nem todos os criadores têm a sorte de
conseguir vender suas reses, os bichos estão muito magros e debilitados. As
famílias não passam fome por conta dos programas sociais como o bolsa família e
o seguro safra. Aumentou o número de carros pipas. Alguns municípios têm os
pipas como única fonte de abastecimento d'água no semiárido.
Estadão/texto - Luciano Coelho, Especial para o Estado/foto ilustrativa

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