Atendendo proposição do
vereador Crisóstomo Lima (Zó do PC do B), produtores e proprietários rurais,
representantes de associações e usuários da água da adutora da Mineração
Caraíba, reuniram-se ontem no auditório da Câmara Municipal para discutir (e
condenar com veemência) o aumento imposto pela empresa no valor do metro cúbico
da água de 17 para 38 centavos.
Sem a presença de
representantes da Caraíba, que alegou não ter recebido o convite, diversos
representantes das comunidades se pronunciaram. O Presidente da Associação de
Produtores de Manga de Santa Helena propôs a criação de um conselho permanente
que pudesse acompanhar e discutir os valores. José Carlos Batista da APRA3
disse que está correndo “atrás para poder permanecer na adutora.Caraíba que que
a gente pague o preço do cobre”.
“Não estamos fazendo favor
para a mineração. Nós pagamos e queremos pagar um preço justo e não o que ela
impõe”.
Para o vereador Zó“ a
situação é crítica e este é um problema de toda sociedade e não apenas dos
produtores. Vamos à ANEEL e à ANA para discutir o valor da tarifa de energia e
da água. O valor é muito acima do que os produtores podem pagar”.
Novos
vereadores estreiam na defesa de produtores da adutora
Estiveram na sessão diversos
vereadores eleitos, entre eles Amilton Ferreira,Nalvinho, Tiano, Café,
Anastácio, Eduardo, Anderson e o
Sargento Bastos, pronunciando-se a favor dos
produtores. Tiano (PT), lembrou que a “Caraíba é uma empresa privada,
mas foi financiada com recursos públicos e por isso deve explicações e tem
responsabilidades sociais”.
A vereadora Suzana, reeleita
com expressiva votação na região, disse: “o povo do interior pede tão pouco:
água, luz e estrada”, comprometendo-se engajar-se na luta pela revisão da
tarifa: “Vamos até onde for preciso para resolver este problema”.
Amilton lembrou que a Caraíba
paga “a tarifa verde de energia (que é o uso de energia em horários fora do
pico), e empurra o maduro no povo”, discursou aplaudido pelo auditório lotado.
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